
Movimento das Palavras Armadas
Aqui posto de comando do Movimento das Palavras Armadas.
Sábado, Setembro 12, 2009
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
Scott Matthew

Domingo, Agosto 02, 2009
Homem, Abre os Olhos e Verás

Armindo Rodrigues
Sábado, Agosto 01, 2009
Poupe o Ambiente!
De facto, existem momentos em que o seu PC não está a fazer mais nada senão a consumir energia (o que não é o caso neste momento).Tem noção da quantidade de computadores que existe no mundo?Se todos adoptassem técnicas para evitar o consumo desnecessário do seu computador, o impacto económico e ambiental seria brutal! Mais dinheiro no bolso e menos emissões de CO2.
Com o objectivo de diminuir o consumo energético por parte dos computadores, a empresa Verdiem desenvolveu um software que para além de permitir configurar um plano de poupança de energia, ainda faz uma estimativa das poupanças anuais (em €) de acordo com o plano seleccionado.
Esse software chama-se Edison, é gratuito e está disponível para download no site da Verdiem. Experimente e veja quanto pode poupar.
Para obter valores de poupança mais próximos da realidade, deve na primeira utilização alterar o valor do preço por kWh. Esse valor depende da potência contratada ao seu fornecedor de energia eléctrica.
Sexta-feira, Julho 31, 2009
Paradoxo
Dominamos os conhecimentos, através da ciência. Sabemos quais as causas, mas ignoramos as consequências. Temos o conhecimento, mas falta-nos a sabedoria que só é adquirida pela experiência!
Afinal, qual é a medida, de facto, do nosso conhecimento?
alfa
Lykke Li
Li nasceu em Ystad, Skåne, na Suécia em 1986. A sua vida está desde cedo ligada ao Mundo e às Artes, sendo filha de pais artistas (a mãe era pintora e o pai músico). Um pouco mais crescida Li e os seus pais mudaram-se para Estocolmo. Mais tarde quando Li tinha seis anos, a familia veio viver para Portugal, onde viveram aqui por cinco anos. A vida agitada dos pais fez-la passar bastante tempo entre Lisboa e Marrocos. Também passou Invernos no Nepal e na Índia, e aos 19 anos a cantora e a familia mudam-se para Nova Iorque durante três meses. Quando Li não está em tour, a cantora reside em Södermalm, dístrito de Estocolmo.Quinta-feira, Julho 30, 2009
Vai alta no céu
Vai alta no céu a lua da Primavera
Penso em ti e dentro de mim estou completo.
Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.
Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.
Alberto Caeiro
Quarta-feira, Julho 29, 2009
Não há Festa como o «Avante!».

Artistas da Festa do «Avante!» 2009:
Aldina Duarte
Bandarra
Blind Zero
Carla Pires
Ciganos d'Ouro
Clã
David Fonseca
Francisco Naia
Frei Fado d'El Rei
Gazua
Guy Davis
Hazmat Modine
João Lencastre's Communion
Laurent Filipe
Luísa Amaro
Maria Alice
Maria João e Mário Laginha
Nelson Cascais
Peste & Sida
Roda de Choro de Lisboa
Samuel
Seth Lakeman
Ska P
Skalibans
Tabanka Djaz
Telectu e convidados
Tereza Salgueiro
The Men They Couldn't Hang
The PostCard Brass Band
The Soaked Lamb
Vanessa Alves
Vitorino com os Cantadores do Redondo
Voces del Sur
Willie Nile
A EP - entrada permanente - não é apenas a possibilidade de acesso a dezenas de espectáculos, exposições e tantos outros acontecimentos nos três dias da Festa, mas um acto de solidariedade com a Festa e com o PCP, o promotor daquela que é a maior iniciativa político-cultural que se realiza no país.
Todos os anos é exigido ao PCP um grande esforço financeiro para realizar a Festa e as despesas fazem-se antes da abertura das portas. Por isso, é fundamental que se realizem receitas antecipadamente através da aquisição de EP’s.
Festa do Avante 2009 EP - Titulo de Solidariedade - €19,00 (até 3 de Setembro) €28,00 em 4, 5 e 6 de Setembro, à venda nos Centros de Trabalho do PCP
Naquela noite, em Ourique!
Rogério Ribeiro, Estendia a Mão Larga e Espessa aos Recém-Vindos(Serigrafia concebida pelo pintor para o romance de Manuel Tiago, Até Amanhã, Camaradas)
Naquela noite, em Ourique, as eleições para a Câmara não eram uma mera disputa política. Frente a frente estiveram duas culturas. Arrancadas à profundidade da história, emergiram numa só noite crispada as contradições que desde sempre cavaram o fosso entre o Portugal das miudezas e o Portugal universalista.
O Portugal da Inquisição e o do Padre António Vieira. De José Agostinho de Macedo e de Garrett. Ruralidade e cidadania - diante uma da outra, como galos a medirem-se. Nesse inverno de tensões à flor da pele, em Ourique.
A clivagem - nessa campanha eleitoral que despertou a atenção do país - foi transversal. A linha divisória dos dois campos estilhaçava o perímetro identificador dos partidos. Não era de política que se tratava: eram duas culturas que não se entendiam. Dum lado, os senhores de uma população de camponeses encurralados pelo isolamento geográfico. Do outro, um "estrangeirado": Francisco Felgueiras, rodeado apenas de quatro ou cinco crentes como ele - não mais. Um solitário. A quem o lugar era culturalmente hostil.
Os senhores da vila celebrizaram-se nesse Dezembro com uma palavra de ordem estreita e marialva: "ainda há homens em Ourique". Era a reacção instintiva de uma cultura hermética, serrana, temente da novidade e da mudança. Do outro lado dizia-se estradas e portões, saneamento básico e saúde, barragens e jardins de infância.
Naquela noite a contagem dos votos demorava. Noite nevosa. Encapotada num nevoeiro gordo a despegar-se das serranias escuras. Na rua formavam-se grupos. Nervos a estalar: cada um a conter o grito de triunfo ate ao instante supremo da explosão.
O homem da cidade ganhou as eleições. À tangente. Ganhou-as monte a monte. De galochas pelos caminhos enlameados da serra. Ganhou-as a conversar. A escutar. Explicando em voz grave.
Por uma unha negra as ganhou – terminando o mandato não tornou a candidatar-se. Dizia que "povo é povo em qualquer parte do mundo". Foi esta visão uniformizada que o deitou abaixo. A sua urbanidade sempre funcionou no microclima cultural e mental de Ourique - onde a planície alentejana acaba e começa a serra algarvia - como um anticorpo. A comunicação nunca se consolidou. Mas com o tempo o vencido tornou-se vencedor: Ourique nunca mais seria a mesma desde aquela noite de Dezembro de 82. Nessa noite os camponeses ficaram a saber que a sua vontade conta. Nunca ninguém lhes havia dito isso antes.
Francisco Felgueiras tropeçou na morte numa destas madrugadas. Morreu como viveu: só. Foi sepultado na Cuba. Nesse dia, mas exactamente dez anos antes, descia à cova Zeca Afonso. Ao "estrangeirado" de Ourique podiam lançar-lhe na campa qualquer jogral de Grândola.
Jornal Público, Primavera de 1997

